domingo, 23 de dezembro de 2007

O mito da cidade pequena

Escrevo de Tupi Paulista, uma pequena, pequena, pequena cidade, com pouco mais de dez mil habitantes, no coração do fim do mundo. E é interessante observar como as pessoas se comportam por aqui. Como é final de ano, há um atípico movimento nas ruas, ou melhor, na rua, ou seja, uma das únicas avenidas do município. Sendo assim, pouco depois do anoitecer, os cidadãos põem suas melhores roupas e saem para passear pela avenida, andando para lá e para cá, tomando sorvetes e comendo pastéis. Para quem tem carro, a regra é a mesma: ir e voltar, com o som alto (e ruim), ostentando e tentando se divertir.
E o que fazem eles nos outros 350 pacatos dias do ano? Naqueles onde não há movimento, não há Baile do Havaí, ou quermesse em frente à igreja? Colocar a cadeira em frente ao portão e fofocar com (e sobre) a vizinhança, é claro. Uma monótona vida de interior. E esses jovens que passeiam nas ruas de natal hoje, amanhã estarão com filhos pequenos, trabalhando nesses mesmos locais onde eles tentavam se divertir. Então seus filhos crescerão, e logo terão netos e uma modesta aposentadoria para sobreviver e regar as samambaias. E para pagar o dízimo, por que não? Quando se derem conta, já estarão pagando seus planos funerários e indo a mais velórios do que festas de aniversário.
Claro que há aqueles que saem e vão viver num lugar maior, onde há shoppings e McDonald's. É graças a uma dessas pessoas que estou escrevendo aqui hoje. Entretanto, é para poucos que vale a máxima de Terry Pratchett, sobre "aquelas cidades que só existem para as pessoas saírem de lá". Apesar do marasmo e das enfadonhas perspectivas, é isso o que elas têm e é lá onde elas vão ficar.

sábado, 15 de dezembro de 2007

É tempo de férias!


Essas férias, se é que podem ser chamadas de férias, ou melhor, esses dias em que não tenho aula, é estranho, perco um pouco a sensação do tempo. E por falar em nisso, é tempo de pensar, e muito, seja no futuro ou no passado, tempo de reflexão, enfim, medirmos nossos atos. Esse pouco tempo de descanso que tive até agora, no total, foi deveras proveitoso, não me acidentei como no último ano, e tudo correu muito bem, sem desavenças.
Nessas férias , como em todas as outras, é costume eu trocar o dia pela noite. Pode até ser divertido nos primeiros dias, aquele sentimento de liberdade característico, porém quando você quer ajustar seu relógio biológico novamente porque se cansou daquilo tudo, é um sofrimento danado. E isso se torna um ciclo vicioso
ao qual ouso comparar a uma crise de abstinência. O pior momento, sem dúvida, é o despertar (como já diria Kafka, é o instante mias perigoso do dia, hehehe). Muitas vezes o dia já virou passado e logo quando tomo consciência disso, vem um aperto no peito, uma depressão angustiante chega e parafraseando André é "aquela sensação de tempo perdido". Isso acontece em menos de dez minutos e depois passa, é inexplicavelmente interessante, e não é só comigo, já ouvi relatos de amigos.
Todos dizem que é tempo de ficarmos numa relax, numa tranquila ou numa boa, mas eu penso o contrário, foram os dias mais corridos do ano. Posso dizer que é pelo fato de eu querer fazer muitas coisas ao mesmo t
empo e, cá entre nós, é impossível. Com o acréscimo de professores, matérias, atividades extra curriculares, sinto que minha vida foi diminuindo social e culturalmente, então quis dedicar minhas férias ao aumento desses dois últimos itens, contudo, percebi, de forma infeliz, que não posso estar em dois lugares no mesmo momento. Finalizando, com toda essa correria, digo que esses dias foram bem produtivos e que estou precisando de umas férias. Ah, mais uma coisa, boas festas a todos.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A day in the life


Um, dois, três... cinco tiros na noite de 8 de Dezembro de 1980, many years from now, em Nova York. Um homem, vestindo um casaco de couro e com algumas fitas sob o braço, cai ensangüentado em frente ao Edifício Dakota.



"Você sabe o que fez?"
"Eu matei John Lennon."


E o sonho termina, enfim.

sábado, 1 de dezembro de 2007

"Desvendando a Moringa"

Em mais uma de nossas conversas interessantes pelo eme-esse-ene, André, como sempre, espanta-me quando do nada, do NADA, ele escreve:

"Moringaceae (moringáceas) é uma família de plantas angiospérmicas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta), pertencente à ordem Brassicales. é constituída pelo género único Moringa."
(Wikipédia)


Não me perguntem o que significam esses termos estranhos, porque estou de férias. Ah! Antes que eu me esqueça, 10% dos lucros dessa postagem vai para André, que também pede: uso exclusivo na Ásia, Oceania e leste europeu; que a sua ficha na polícia seja limpa; duas laranjas (não me pergunte pra que, deve ser para mais um de seus disfarces de travesti); 100 toalhas felpudas, BRANCAS.

Sem mais, nem menos porque senão essa postagem vai ficar absurdamente enorme, e ninguém vai querer ler até o final. E André já está ficando impaciente...