quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dancing in the dark

Mês de maio, domingo, Belo Horizonte, final do Paulista: Palmeiras e Ponte Preta. Churrasco e alegria com a iminência do fim do jejum de títulos. Sai o primeiro gol, sai o segundo, o terceiro. Sai o quarto. Tomás, o imbecil, no auge de sua felicidade, enfia o pé com força numa cadeira de plástico. Como se nada tivesse acontecido, continua com seus gritos e aquela bobagem toda que torcedores fazem. Passados mais alguns segundos, enquanto assiste ao replay, Tomás sente algo e olha para baixo: seu dedão do pé esquerdo está coberto de sangue.
Resultado: perdeu a unha.

Mês de junho, sábado, Cláudio (a cidade carinho), esquenta para a festa junina da cidade. Casa bonita, gente idem, Tomás resolve usar o celular. Percebendo que a bateria acabou, decide retirar o chip e usá-lo para ligar em algum outro celular solidário. Tomás, à beira de uma piscina cercada por uma estreita faixa de pequenas pedras, tira a bateria e, sem muita consciência de si, força o chip para que o miserável saia. O compartimento da memória externa do celular – um cartão minúsculo e escuro - está solto, e ela voa para o meio das pedrinhas. Mesmo após buscas, orientado inclusive por uma garotinha de uns cinco anos, nada de encontrar a bendita.
Resultado: perdeu a memória (do celular!).

Mês de julho, sábado, Casa Branca, próximo a Belo Horizonte, aniversário de um conhecido. Tomás está isolado, sobre a relva, falando ao celular (já com uma nova memória). Ao terminar, dirige-se de volta ao meio das pessoas. Entre ele e elas, há uma pequena varanda, com um “degrau” de umas três vezes o tamanho que um degrau deveria ter. Tomás, ao invés de contornar a varanda e chegar calmamente ao local, tenta subir o degrau. Sem apoio, escorrega e bate a perna com força no degrau.
Resultado: uma lasca da perna arrancada. Sangue, dor e uma possível cicatriz.

Oh, Tomás, seu estúpido.

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