domingo, 31 de agosto de 2008

O banho

Dizem que demoro muito nos banhos. Hei de explicar melhor ao longo do post, acompanhe-me.
Eu, no auge de meus problemas existencialistas, muitas indagações e retóricas pessoais acompanham-me nas subidas e descidas pela estrada afora. Penso na vida, penso muito, queria pensar menos, ser mais estúpido talvez, seria mais satisfeito, por conseguinte, mais feliz. Mas isso é outra discussão. Voltando ao ponto: penso muito, mesmo sem tempo de fazê-lo. Aliás, penso demais, invento problemas, os catalogo e guardo em gavetas de proporções elefânticas para depois resolvê-los e assim, ficar satisfeito com as gavetas organizadas, mesmo sabendo que elas não existem, e poder criar outros mais e mais outros. Contudo, a questão é: por que eu, iludido que sou, os crio - ou melhor - faço uma hipérbole deles, até extrapolarem as sete cabeças? Mas o banho, vamos ao banho. A água é uma grande catalisadora de ídéias, acima de tudo. E o ambiente etéreo, ensopado, embaçado, esnsaboado, x-ado ajuda por demais. Esses problemas - utópicos ou carnais - acho que eles têm medo d'água! Ou do banho! Sim, pois é durante o banho que consigo estrangular o tal bicho de mais que sete cabeças. Agora o porquê, não me pergunte, talvez seja por osmose.

4 comentários:

mari gomes disse...

nao há o que comentar. este post está excepcionalmente incrível.
e nem preciso falar que você é o mais FOFINHO.
aquela apertadinha!
beijos, MARI =)

Lelê disse...

Dizem que ignorância é uma benção.

Tomas disse...

Né nada.

Ingrid disse...

Explicado.