domingo, 28 de setembro de 2008

One of these mornings

Há raros dias nos quais, por maior que seja a fadiga, evito deitar-me e dormir até onde consigo. Parece que, ao adormecer, as emoções todas vão ser processadas e esvair-se para sempre, como num puxar de válvula, e acordarei vazio, vazio.
Daqui alguns anos eu talvez já tenha me esquecido; queria tirar um retrato para lembrar, seja quando for, de como são meus olhos hoje.

“Se pudesse, guardava tudo numa garrafa e bebia de uma vez.”

4 comentários:

Vec disse...

Caríssimos senhores moringueiros.
Nunca havia comentado por estas bandas, apesar de ter usufruido da deliciosa leitura deste ambiente.
Venho por meio deste (pro inferno com os clichês) informar-lhes que retomo, no dia de hoje, minhas ativas atividades blogueiras. =)
Senti-me na necessidade de avisar-lhes, que, após meses a fio, publiquei no dia de hoje um curto textinho que, condensa em meios poéticos, a tào habitual filosofia de botequim do Quanta Bagunça. É que a filosofia quando se trata de pessoas específicas deve ser feita de modo poético, sabe.
Como é bem costumeiramente feito por aqui.
Sem mais =)
haha.

El , Rafael disse...

Achei a citação fenomenal,
e digo mais, se for para beber
de uma vez só, que tenha pelo menos
aldeído . . .
dia de hje pede por aquele Suuuuuucesso cesso esso sso

mari gomes disse...

oh meu Deus que profundo

Jorge disse...

E quem disse que as emoções são para serem guardadas? Vivemos atolados de emoções que vem e vão de segundo a segundo, é fantástico podermos puxar essa válvula todas as noites. Mas ela ainda muitas vezes entope, e então nos resta aquelas gotas de emoção enferrujadas na garganta, estilo ressaca no domingo de manhã.