Dada a hora do almoço, saíra à rua em busca de algo que não lhe fizesse mal, não comeria no mesmo lugar de ontem. Dor, muita dor, como estava a pé, não aguentou, acabou-se de cócoras em frente à seção de jornais de uma banca para não ser mal visto. Permaneceu lá durante uns dois minutos. Tossiu, a dor agravou-se, gemeu discretamente. Abriu o primeiro que encontrou, leu algumas palavras aleatórias, achou-se nos óbitos, susto, não passava de um homônimo. Viu uma gota de seu suor misturar-se às letras da imprensa, a dor tornara-se, enfim, suportável. Levantou, resolveu pagar o jornal que compartilhara com ele a penosa sensação.
Já com o jornal em mãos, olhou para trás e viu um café, um romanticíssimo e simpático café, nunca prestara atenção no estabelecimento antes daquela intragável situação. São nesses momentos, estranhos, que nos surpreendemos, por não esperar mais nada. Entrou no café: bolos, bombas das mais variadas espécies, doces tradicionais, pudins, quindins, a perdição encontrava-se atrás do vidro. Todavia, a dor o acompanhara, resolveu sentar-se, sapiou o cardápio do dia escrito em gis branco numa lousa. Preferiu o lanche simples acompanhado de expresso. Olhava de olhar baixo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O Choro no Vaso - II
Postado por
Igor
às
00:34
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8 comentários:
Sensacional , mas uma pergunta vem a tona ele é sádico ? ? ?
Waiting part III
ahhhhh.. O choro do vaso é muito bomm.. AMEI a historia.. xD Beijos
fica massa cusao
sdahashud
zuera
quero ler o 3!
quero ler o 3! [2]
Eu já sei o final.. LERO-LERO-LERO!!
hauahua
GUSPE? VOCÊ QUER PASSAR ONDE FALANDO GUSPE??
Tadinha todo estudo, moralmente destruído em um "guspe".
Notem meu retorno a moringa.
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