quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Blues para Nambrusca

Antes de mais nada, digo que a camiseta está saindo, peço paciência a todos.
Queríamos fazer algo, tocar na escola para não passar o ano em branco. Desde o começo do ano procurávamos gente pra recrutar, ninguém gostava da nossa música. Até que ficamos sabendo que Bin tocava sax, "um prato cheio", pensei. Mentira, havia parado de ter aulas e não passava de Oh Suzana, mas volte ao sax, homem, esse instrumento é uma maravilha, pra não dizer algo um pouco mais sexual.

Já tinhamos um baixista, Denner, um quase-ex-protestante aspirante a maestro, ele viajaria para a Alemanha no meio do ano, então teríamos de correr. E de praxe, algo para piorar a situação, não tínhamos piano. Ficamos de pegar emprestado um piano elétrico da Aline, mas não deu certo e como sabe você, o tempo foi passando o tempo é louco tempo come o tempo... Tínhamos um terrível medo de um provável bolo por parte do Denner, porém ele nem teve a oportunidade de consumá-lo. Viajou.

No meio do ano pintou uma esperança: comemorar os cinquenta anos de bossa tocando com um pessoalzinho do terceiro, com direito a declamações e todo o resto (descartável), mas passou também, não fizemos contato, ficou por aquilo mesmo, palavras ao ar.

Em meados de agosto ficamos com mais uma esperança falha, tocar no Fecoc, fazer algo mais conehcido e gravar um blues choramingão com poucas frases. Festivalzinho de música de escola, onde geralmente só gente ruim toca - afirmação esta que se comprovará nas próximas linhas. Já estávamos com Bozo, Gulherme Donaire para os mais íntimos, no contrabaixo e sem problemas, um trio era mais do que suficiente. No entanto, para tocarmos lá, teríamos de alcançar alguns desafios, dentre eles ter dois alunos da escola na banda, todos nós estávamos, supimpa, tínhamos também que gravar uma demo da música com a letra anexa, precisava de letra, e, em consequência, alguém pra cantar. Sobrou pro Tomas mesmo, Bozo não cantaria de meneira alguma. O desafio. A idéia inicial era de um blues fácil com um solo, umas breves e miúdas palavras lamentando-se de algo, e depois outro longo solo, sem nos preocuparmos com alguém que cantasse. Então rascunhei uma letra num gabarito de recuperação que tinha achado no chão, mais tarde essa letra seria inserida no blues e tudo certo.

Você está querendo puxar meu tapete, baby.
Você está querendo esfacelar-me, baby.
Honey, fazer-te-ia tudo tudo tudo!
Mas agora, chupa essa picanha!
Vou te jogar da escada, baby.
E, se por infortúnio do destino,
Você sobreviver, serás defenestrada...
Por isso: chupa essa picanha!

(Usei segunda e primeira pessoa propositalmente, antes que os chatos retrógrados possam vir reclamar). Bozo deu a dica de o Tomas gravar a demo só na voz e violão, iria sair mais claro, melhor para os jurados. E eis que numa bela tarde em Belo Horizonte Tomas gravou a única versão do blues, fazendo as modificações necessárias na letra, sem mudar a idéia. Ele nem chegou a colocar a última frase, chupa essa picanha, por medo de alguma censura. Foi nossa única gravação. Para entregar à comissão censo-julgadora, a banda e música tinham que ter seus respectivos nomes, então improvisamos Filhos da África e seu Blues para Nambrusca. Resultado: fomos vetados, a letra provavelmente não passou e a música tinha muitos solos, ridículo, isso. Fomos assistir à final, bandas ruins, letras ruins, riff's toscos feitos por gente que não sabia tocar, tampouco sentir a música, bateristas pareciam macacos, um horror (ui). Mas ah! Ano que vem, eles que nos aguardem!

Filhos da África vieram para ficar, e eles não tocam reggae!

Blues para Nambrusca, a demo original se encontra neste post e ao lado para quem quiser ouvir.



12 comentários:

mari disse...

Sabe que lendo essa história dá até um pouco de dó de vocês! Eu tinha fé nos filhos da África e gostei da música de verdade sabia?
É, apesar de vocês usarem pessoas diferentes no mesmo período (sim, eu sou a chata retrógrada que cria o chatinho retrógado do Anônimo desde os dois anos de idade).
Bom, se o sucesso de vocês no FeCOC 2009 vier mais rápido que a camiseta da Moringa já é um grande avanço.
Aquele abraço comunista!

Victor disse...

talvez o unico jeito de falar com vcs seja por aqui mesmo.

mari disse...

retrógado* (ODEIO QUANDO DIGITO ERRADO)

mari disse...

AH ! DIGITEI ERRADO DE NOVO!
R E T R Ó G R A D O

Anônimo disse...

felizmente o "cantante" "evitou" o "chupa essa picanha", esta estranha expressão ribeirãopretana.

Bin Bean disse...

igor ,
não passou no feCOC , mas logo que
vcs lançarem um CD essa música vai
estar em todas as paradas de
sucesso, tipo TOP HITS DA MELODY !

Vcs tem a luz

akele hug

Bin Bean disse...

e boa sorte com o anonimo pentelhando , sem saber nada !

Anônimo disse...

ora bin bean o que é e quais os limites do nosso saber....
salve o lugar de boa conversa e de opiniões diversas....

Anônimo disse...

ora bin bean o que é e quais os limites do nosso saber....
salve o lugar de boa conversa e de opiniões diversas....

Anônimo disse...

ora bin bean o que é e quais os limites do nosso saber....
salve o lugar de boa conversa e de opiniões diversas....

mari disse...

Esse anônimo não é o que eu criei!

Rafael Bin Bean disse...

Coitado , o anônimo comenta,
esquece que comentou e depois
comenta a mesma merda de novo ! ! !

BEM A CARA DA MARI ESSE ANôNIMO