Não direi nada a respeito do inconcebível que é a gravidez de uma garota de nove anos, violada pelo padrasto, supostamente, desde os seis. Nem de Holocausto, Inquisição e todos os outros pecados cometidos em nome do divino.
Falarei sobre o mais recente e perturbante ato de uma conhecida instituição retrógrada e dogmática, relativo a submeter seus valores em assuntos nos quais apenas a lei racional e a sensibilidade ao descomunal sofrimento alheio devem ser utilizadas. É estranho pensar que leis (lê-se mitos) baseadas em crenças de dois, três ou quatro mil anos atrás sejam consideradas ao lidar com esse tipo de situação. São cínicas as notas eclesiásticas, supondo que se aguardasse o desenvolvimento da gravidez, ou que o caso resumia-se às duas vidas ali, de nada culpadas.
O Direito é, por natureza, uma ciência humana, na qual fundadas interpretações da legislação são imprescindíveis para obtenção da justiça. E o Código Canônico, seria uma ciência divina? Em caso de dúvida, mandamos um telegrama para Deus?
Os verdadeiros heróis e vítimas foram excomungados. O criminoso, por sua vez, continua no reino do Senhor. Talvez seja esse o décimo primeiro mandamento: estupra, mas não mata.
Hoje é aniversário da nossa querida leitora, consultora de economia e estilo (ui) Maria Eduarda Paiva, a Duda. Parabéns!
terça-feira, 10 de março de 2009
God only knows
Postado por
Tomas
às
06:41
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4 comentários:
Como um complemento à sua crítica, repasso a informação da mais nova declaração do Vaticano, em seu artigo em homenagem ao dia 8 de março: "Máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula". É de se emocionar...
Ah, liga pro DISK-DEUS. (Leva hífen? Só deus sabe, também.)
Porra, eu ia usar o disk Deus, mas perderia a seriedade da coisa.
aaaaaai que lindooos! consultora de estiiloo =)))
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