quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tune-up

Não é novidade que o tédio domina a indústria fonográfica e, consequentemente, a imprensa musical. No mês passado, por exemplo, a Rolling Stone americana elegeu os melhores álbuns homônimos da história, em mais uma enfadonha lista. São famosos também os rankings de melhores canções, discos, instrumentistas… Tudo um aborrecimento, uma imensa falta de assunto.

Listas sempre causam polêmica e mexem com gosto e orgulho alheios. E não poderia ser diferente, afinal, qual é o método? Meia dúzia de jornalistas e personalidades do rock citando alguns grandes nomes e esquecendo outros gigantes de fora do gênero. Sem pauta suficiente ou propagandas de desodorante para dar volume a revista e nem uma nova salvação da música para estampar na capa da edição? Dá-lhe lista!

Bons anos atrás, durante um carnaval, lembro de a MTV ter feito um Top 500, repetido algumas vezes ao longo do feriado. Provavelmente ninguém queria trabalhar, e um gênio da preguiça sugeriu a ideia. Não sei qual foi o critério (se é que havia um) na ordem dos quinhentos diferentes clipes passados naqueles dias. No entanto, ao menos eles foram honestos.

E honestidade é uma virtude cada vez mais rara por essas bandas. Pouco me importa se Carla Bruni canta bem, se Roberto Justus deveria estar interpretando Sinatra ou se o AC/DC é puro mais do mesmo. Eles acreditam naquilo que fazem e o fazem por isso. Difícil é engolir outra coletânea do Aerosmith, mais uma produção de Timbaland e conjuntos musicais com dez mulheres, sendo que uma canta e nove rebolam.

Sejamos honestos, por favor, e com uma pitada mínima de dignidade.

Um comentário:

Rafael Bin Bean disse...

Cara , podia ser muito pior . . .
vc podia ser surdo . . .
mas eu convenhamos, se o Justos não pagasse as pessoas para ouví-lo cantar, vc acha que ele ainda estaria vivo? Mas deixa, é hungáro , coitado.

Nada contra os coitados