sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um trocado pra compensar

Não são tão reconhecidas e legitimadas críticas advindas de meros casos pessoais, ainda mais de adolescentes, mas não posso oferecer nada além de minha experiência e opinião de vestibulando.

Ano de vestibulando não é fácil, diriam já meus professores, os quais também, a esta altura, com as mudanças nas principais provas do país; a reformulação do ENEM e seu posterior furto; o fechamento de escolas pela iminente pandemia da Nova Gripe e os conseguintes atrasos nas programações dos cursos preparatórios, encontram-se senão mais esbaforidos que os próprios alunos. Estes que se prepararam o ano todo para a famosa maratona de vestibulares de agora, enquanto aqueles só terão um pouco descanso por Janeiro. E nessa maratona, muitos vestibulandos precisam viajar para fazer provas em outros estados, isso se nos restringirmos aos que têm condições financeiras de viajar a outras localidades. Ou até mesmo de estudar num curso preparatório, dada a deficiência do ensino público.

No último sábado, às 7h30, a fim de fazer a prova da UFMG no dia seguinte, e já exausto por estar no aeroporto desde às 6h30 da manhã, fui chamado à sala de embarque. O voo, que iria de Ribeirão Preto a Belo Horizonte pela Passaredo, estava com sua prévia de atraso esgotada. Tratou-se, porém, de um engano. Logo que entrei na sala ouvi o chamado para embarque, não sem antes ter reparado na simpática figura do senador Aloisio Merdacante. Qual foi meu espanto: o avião de nosso voo partiria para Brasília, levando todos ali presentes, inclusive o senhor senador, menos aqueles destinados a Minas, obviamente. Ao tirarmos satisfações com a funcionária do aeroporto, descobrimos que o voo só sairia às 10h30.

Pela contestação, eu, minha mãe e minha irmã, que estavam comigo, fomos beneficiados com a honrosa quantia de R$15,00 de consumação na cafeteria do aeroporto. Esperamos, contudo, até às 11h25, hora que o avião, depois de retornar de Brasília, finalmente voltara. Cinco horas de espera. Mas o que é esperar para quem trabalha a semana inteira?

Mais que o suposto escândalo das passagens aéreas, mais que botar a culpa no Governo, na Burocracia, mais que a vergonhosa falta de profissionalismo da Passaredo, mais que a típica moral cristã brasileira, deturpada por si mesma em essência, o que fala mais alto nisso tudo é o imenso desrespeito que somos vítimas a cada dia. A escola ensina que há 500 anos.

2 comentários:

Duuda =) disse...

Dava pra comprar uma Vogue BR e uma bala =)
neeve na moriiinga! adooro o nataaal!

Bá disse...

Ficou bom..Mas que bonitinhos darem 15zão para o dono do Pinguimmm!! ahuahauha