terça-feira, 5 de janeiro de 2010

I'd really love to break your heart

Primeiramente venho agradecer a paciência dos parcos leitores que ainda de vez em quando entram aqui, e segundamente desejar-lhes que este ano que se foi tenha sido espetacular. Mais um ano. Mais um ano a menos. Porém minha real intenção neste ignorântico espaço da internet, hoje, é dizer sobre outra coisa: o leitor não se sente um reprimido? Reprimido. Sim, reprimido pelos dias, pelas roupas, pelo lugar em que vive, pelas cores e sons à sua volta, e, principalmente, pelos viventes que o cercam? Reprimido pela sua própria coerção! (você mesmo!) A cinta-liga não está muito apertada? O armário não está escuro, embolorado? Pois grite. Grite alto, grite surdo, grite, grite rouco e mudo. Eu bem que poderia citar Menudos, mas meu verniz cultural' vai além desses rapazes, para minha (in)felicidade. Já diziam Roland Orzabal e Curt Smith, do Tears For Fears, uma banda dos anos 80, e que apesar da sonoridade brega oitentista típica, simpatizo muito: Shout, shout, let it all out / These are the things I can do without / Come on, I'm talking to you, come on... em seu hit Shout. Falavam eles da teoria do Grito Primal, escrita pelo psicoterapeuta estadunidense Arthur Janov. Janov enfatiza, em seu livro, que por meio do grito o paciente é incentivado a libertar, expulsar, EXUMAR seus sentimentos mais primários, os quais, segundo ele, poderiam estar reprimidos. John e Yoko gritaram ao lado do professor Janov, e ficaram calminhos, calminhos...

Hoje foi o último dia dessa infernal maratona de provas. E o que resta a nós, pobres vestibulandos (palavra mais feia), é a angústia do esperar. No meu caso é um mês, um mês de grito, que, do antes do dia 4, todo dia é dia disso.

Obs: este é o primeiro duma série de tópicos sobre técnicas calmantes que vim a fazer uso nesse ano que – que bom que – se foi.

3 comentários:

Duuda =) disse...

hahahaa e essa inspiracao na tirinha da Mafalda heein?!
ahahah beijos bel

Igor disse...

1000 pra mim, porque nem tinha pensado nisso...
Aie foi interna, bem.

felipe lacerda disse...

A verdade é que a vida é chata, cara. E se não ferrarmos tudo com um pouco de senso de humor e auto-ironia, a gente perde o rumo.
Gritar ou escrever merdas num blog. No meu caso fico com a segunda opção. Mas dá num mesmo lugar-comum. Altar de exopcismo, sacou?
E gostei da bagunça do seu quarto. Parece minha cabeça segunda feira de manhã.
Abraço